Reformas: construindo o Brasil do futuro

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O Brasil vive momento determinante do seu futuro. A crise econômica dá sinais de reversão, com os primeiros indicadores positivos sinalizando o princípio da recuperação, e o Congresso Nacional avança no exame das reformas estruturantes que darão condições ao país de acelerar o ritmo da retomada. A combinação das reformas trabalhista e da Previdência com uma política econômica mais ousada, especialmente com a redução continuada dos juros, são a base do ambiente que vai tirar o Brasil do atoleiro. A reversão da crise é importante para o país e também para o setor produtivo: por isso a construção civil tem defendido a aprovação das reformas e cobrado do governo a adoção de medidas que melhorem o ambiente de negócios.

De todas as reformas em discussão nesse momento, a da Previdência é a mais importante. É fundamental para garantir a segurança do contribuinte no futuro – temos alertado para a oportunidade histórica de o Brasil corrigir as distorções do sistema e eliminar os privilégios que tornam a Previdência brasileira injusta e desigual. O principal beneficiário da reforma será a própria população, que terá seu benefício garantido no momento em que mais precisar. Se não corrigirmos agora, o brasileiro terá um futuro incerto: do jeito como está, a Previdência brasileira caminha para a insolvência e abandono de sua vocação e compromisso com o cidadão.

Com a adoção do teto para o gasto público, os gastos crescentes com o sistema previdenciário absorverão o investimento que deveria ser feito na saúde, na educação, na segurança pública, na infraestrutura e outros serviços de interesse do cidadão. Hoje, o déficit da Previdência já condena milhões de brasileiros a receberem serviços ruins. Em 2017, o governo cortou R$ 17 bilhões de investimentos em infraestrutura, R$ 6 bilhões da saúde e R$ 5 bilhões da educação. Mas os gastos com a Previdência continuam crescendo.

A reforma da Previdência também terá um efeito decisivo para a recuperação da economia brasileira, com impacto sobre a credibilidade do Brasil e estímulo positivo para a retomada do investimento. O debate em torno do projeto, que tramita no Congresso e pode ser aprovado ainda nesse semestre, muda os sinais do Brasil e favorece o avanço do governo na direção de medidas positivas para o ambiente de negócios. Relevante para o setor produtivo como um todo, esse movimento é estratégico para a construção civil, um dos segmentos que mais perdeu empregos nos dois últimos anos. O resgate da confiança do investidor cria as condições para a recuperação do nosso setor.

As mudanças porque passa o Brasil e a construção de um novo ciclo de desenvolvimento não serão consolidadas sem medidas duras. Em nome dos interesses mais elevados do país e da população, a construção civil tem apoiado a aprovação das reformas e liderado o debate em torno da construção de uma economia mais aberta, em que a transparência e a livre concorrência, assim como a responsabilidade fiscal e uma nova visão estratégica do país sejam preponderantes. A reforma da Previdência está encaixada nesse contexto: a hora de mudar o Brasil chegou. E nós, da construção civil, faremos a nossa parte.

JOSÉ CARLOS MARTINS,
presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC)

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