Juntos somos mais fortes

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Muito usado em diversos campos da expressão humana para traduzir a importância da união em torno de um propósito, o título desse artigo resume o caminho para enfrentarmos os desafios colocados perante a construção civil brasileira. No momento em que o Brasil empreende seus maiores esforços para debelar uma de suas mais profundas crises, ensaiando uma reação, nosso setor busca a sobrevivência e oportunidades para forjar a própria recuperação. Se no passado foi importante para o seu desenvolvimento, o associativismo é hoje mecanismo decisivo para o futuro da construção civil.

Alavanca importante da economia, a construção civil é um dos setores mais prejudicados pela crise. Falamos de um setor que representa 55,6% do investimento, uma cadeia produtiva que representa 9% do PIB nacional; emprega 2,3 milhões de trabalhadores, um setor que está sufocado pela imprevisibilidade do futuro.

Em um mercado com tão grande potencial, causa grande preocupação o fato de, nos últimos dois anos, termos perdido mais de 1 milhão de empregos. Outro fator de preocupação é o fato de 56% dos trabalhadores da construção estarem na informalidade. Muitas empresas pequenas e médias fecharam suas portas, outras tentam administrar a asfixia criada pela falta de investimento e pela retração no crédito, lutando para sobreviver em um cenário de instabilidade. A economia brasileira deu seus primeiros sinais de reação no primeiro trimestre, mas nosso setor permaneceu estagnado – apesar do movimento na indústria nacional, a construção civil continua registrando desemprego.

O cenário nacional nos impõe a necessidade de encontrar uma porta de saída da crise. Não faremos isso de forma individual, pensando cada um nos seus próprios problemas. Os desafios da construção civil hoje são sistêmicos, alcançam a todos ao mesmo tempo, e exigem uma ação conjunta. O momento requer que as entidades e empresas do setor se unam em torno de uma agenda comum, destinada a abrir novas oportunidades de negócios e a garantir o oxigênio necessário à sobrevivência. Uma agenda que também pensa o que é melhor para o Brasil, como é tradição da construção civil.

Essa mobilização é tarefa essencial das entidades do setor e tem pautado a agenda estratégica da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC). Vocalizando o sentimento de nossos Associados, temos participado ativamente do debate nacional, defendendo e cobrando a aprovação das reformas estruturantes – especialmente a trabalhista e a da Previdência – e de medidas que melhorem o ambiente de negócios no país. A recuperação da credibilidade brasileira é fator determinante para a retomada do investimento, interesse maior do empreendedor. A CBIC também tem mantido ação institucional intensa para fazer avançar medidas e projetos com impacto positivo sobre a construção, com o objetivo de gerar empregos e restabelecer a competitividade de nossas empresas.

Nessa tarefa, temos contado com o reforço inestimável dos nossos Associados. A atuação dos Sindicatos impulsiona nos Estados e nas cidades a agenda que temos levado a esferas nacionais e fortalece os laços que devem nos unir nesse momento. Mantém atualizado o panorama do setor na ponta, registrando o dia a dia das empresas, seus desafios e soluções. É disso que precisamos: unir esforços e prosseguir buscando uma construção civil cada vez mais forte, moderna e desenvolvida. Unir esforços para que a porta de saída dessa crise seja aberta ao mercado como um todo.

No Brasil de hoje, juntos seremos mesmo mais fortes.

JOSÉ CARLOS MARTINS,
presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC)

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