Novos cenários, novas oportunidades

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Somos o país da crise, talvez pela nossa própria estrutura pátria, com economia e cenário político ainda não tão amadurecidos. Interessante que, por este mesmo motivo, também somos o país da esperança, do brilho nos olhos e da força de vontade de empreender, o que gera oportunidades nas mais variadas áreas de atuação, fazendo com que a inovação se mostre de forma original ou como uma “cópia adaptada” de modelos que deram certo mundo afora.

No setor produtivo, inovar é crescer. Estando no mercado imobiliário há 14 anos e começando sem nenhum recurso financeiro, exceto pela vontade de trabalhar e fazer acontecer, vimos muitos cenários econômicos se desdobrarem. Iniciamos com o departamento de vendas, em um período em que os financiamentos imobiliários eram raros e difíceis e, graças a esse departamento, conseguimos sobreviver nos primeiros anos. Quatro anos depois desse início, focamos na gestão de aluguel e condomínios, em edifícios de flats e quitinetes (mobiliados ou não), voltados exclusivamente para estudantes e executivos solteiros. Essa proposta deu certo por todos esses anos e crescemos, como empresa, em gestão de aluguel residencial, comercial, gestão de condomínios e galerias. Abrimos também uma corretora de seguros e também uma empresa de terceirização de serviços, buscando sempre melhorar, significativamente, a experiência dos nossos clientes. Tudo isso é passado e presente, mas a pergunta de 10 milhões de dólares é: como se comportará esse nicho de mercado no futuro para locatários e investidores?

Para um embasamento melhor, podemos considerar:

  • Para os locatários − A busca pela independência cada vez mais cedo, a venda do setor de educação como uma blindagem contra as crises econômicas, as inúmeras oportunidades de trabalho longe do seu estado de naturalidade e, infelizmente, o aumento do número de casais divorciados. Esses fatores, por si só, geram uma grande necessidade de “moradias temporárias” para todo esse perfil;

  • Para os investidores − Transformar as despesas fixas, relativas à manutenção dos imóveis adquiridos, em renda efetiva para uma futura venda/troca na alta do mercado, diversificar os investimentos de ações e papéis para investimentos sólidos e seguros, se resguardar do trabalho de manutenção necessário para atender os locatários.

Ponderando essas partes, vemos que o mercado para esse nicho será crescente, cada vez mais exigido e possivelmente menos remunerado devido a grande concorrência e a necessidade de implementação de serviços mais complexos. Porém, será sólido e estruturalmente viável, dando ao investidor o sentimento de que seu patrimônio está sempre se valorizando de forma real e, ao locatário, o sentimento de que a necessidade de moradia, para uma das etapas de sua vida, estará totalmente suprida e satisfeita.

MARCUS HENRIQUE FERREIRA,
formado em negócios imobiliários, pós-graduado em operações imobiliárias,
proprietário da Atrês IM&A Imobiliária e demais empresas do Grupo IM&A

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