Mais de 200 profissionais presentes no XIII Módulo da Oficina da Norma de Desempenho

Pin It

A Comunidade da Construção de Goiânia realizou, em parceria com o Sinduscon-GO e a Associação Brasileira de Cimento Portland (ABCP) e coordenação técnica da Universidade Federal de Goiás (UFG), o XIII Módulo da Oficina da Norma de Desempenho, no último dia 18 de maio, no Teatro da PUC Goiás, em Goiânia. Nesta edição, a discussões versaram sobre o tema “Inovação, Capacitação Laboratorial e Especificações por Desempenho”. Estiveram presentes no evento mais de 200 pessoas, entre arquitetos, engenheiros civis, projetistas (arquitetura e engenharia), construtores e incorporadores, gestores de obras, coordenadores de projeto, docentes, estudantes de arquitetura e engenharia e demais profissionais ligados à prática de obras na construção civil.

A abertura oficial do evento foi realizada com os pronunciamentos do presidente do Sinduscon-GO, Carlos Alberto Moura; do gerente regional da ABCP Centro-Oeste, Fernando César Crosara; do gerente de filial da Gerência Negocial de Habitação Goiânia da Caixa Econômica Federal, Flávio Valente; da pró-reitora de pós-graduação da PUC Goiás, professora doutora Milca Severino Pereira; e do coordenador técnico da Comunidade da Construção de Goiânia, professor doutor da UFG, Oswaldo Cascudo. Durante os cinco breves pronunciamentos um ponto em comum: para que o País alcance a melhoria dos ambientes construídos é importante que todos estejam integrados (laboratórios, universidades, empresas e fornecedores de insumos e serviços) para que a Norma de Desempenho seja, de fato, um importante instrumento voltado para a qualidade dos materiais, componentes e subsistemas das edificações.

As atividades do XIII Módulo da Oficina da Norma de Desempenho foram divididas em dois painéis: um no período da manhã com foco no tema “Inovação, Qualidade e Capacitação Laboratorial” e outro no período da tarde sobre “Especificações por Desempenho”. A primeira palestra técnica do evento abordou o tema “Políticas e programas brasileiros de apoio à inovação – exemplo da Rede Sibratec e outras aplicações à construção civil”, com o engenheiro eletricista e diretor de Políticas e Programas de Apoio à Inovação da Secretaria de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), Jorge Mario Campagnolo. Ele enalteceu a potencialidade da construção civil, ressaltando que diante do atual cenário de crise (política e econômica), é essencial que as empresas mantenham investimentos em inovação, ciência e tecnologia. Para ele, a Norma de Desempenho representa um marco para a construção civil, visto que ressalta a importância da pesquisa para o desenvolvimento tecnológico. Falou sobre os benefícios da Lei 11.196/2005 (Lei do Bem) e a como a Rede Sibratec (Sistema Brasileiro de Tecnologia) pode auxiliar na competitividade das empresas.

A segunda palestra da manhã abordou o tema “Novidades do Programa Minha Casa Minha Vida e sua adequação à NBR 15575: o papel dos sistemas do PBQP-H”, com a arquiteta e coordenadora geral do PBQP-H do Ministério das Cidades, Maria Sallete Weber. Ela enalteceu os aprimoramentos realizados em 2017 no Programa Minha Casa Minha Vida (PMCMV), como a universalização dos atendimentos, a instituição de critérios para a seleção de propostas e a retomadas das obras paralisadas. Abordou a agenda positiva de trabalho com o lançamento do PMCMV − Faixa 1,5 e a redução do porte dos empreendimentos. Maria Sallete Weber também destacou a função do Programa Brasileiro de Qualidade no Habitat, que é elevar os patamares da qualidade da construção civil, por meio da implementação de mecanismos de modernização tecnológica e gerencial, contribuindo para ampliar o acesso à moradia para a população de menor renda.

A terceira exposição na manhã de atividades do XIII Módulo da Oficina da Norma de Desempenho foi ministrada pela arquiteta, professora e assessora de coordenação do curso de graduação em Engenharia Civil do Instituto Metodista Izabela Hendrix (Belo Horizonte), Patrícia Elizabeth Barbosa, que falou sobre o “Manual para contratação de projetos para o Desempenho de Edificações Habitacionais”. Ela destacou a importância da visão de soluções integradas, propondo repensar o processo construtivo desde o seu princípio, envolvendo a sustentabilidade e a performance do empreendimento. Segundo Patrícia Barbosa, um dos maiores desafios é a junção da área de coordenação de projetos, integrando a coordenação técnica e gerencial. Ela detalhou as responsabilidades dos envolvidos no processo – incorporadores, projetistas, gestores e demais profissionais, “pois todos contribuem com a composição do Manual”.

Concluindo a manhã de trabalhos no XIII Módulo da Oficina da Norma de Desempenho, o engenheiro mecânico, pesquisador e diretor do Centro Tecnológico do Ambiente Construído do Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo (IPT), Fúlvio Vittorino, abordou “A realidade dos laboratórios nacionais e as adequações desse setor para atendimento à NBR 15575”. Ele explicou que as funções específicas dos ensaios de desempenho se diferem dos ensaios tradicionais. O diretor afirmou que o mercado laboratorial passa por uma transição para o atendimento à Norma de Desempenho. Nesse contexto, é necessário que ocorra uma mudança na ótica dos profissionais para o desempenho. Ele também destacou que para a obtenção de resultados confiáveis nos ensaios de desempenho é preciso que haja o aprimoramento dos laboratórios, envolvendo a qualificação técnica da equipe; uso de equipamentos adequados e calibrados; condições ambientais adequadas e amostras representativas. O período matutino foi encerrado com debate mediado pelo professor Dr. Osvaldo Cascudo, com a participação dos expositores do primeiro painel.

OficinaNormaDesenpenho Debate 02

Três palestras foram proferidas na tarde de 18 de maio, durante o XIII Módulo da Oficina da Norma de Desempenho. Para falar sobre o “Catálogo de desempenho de sistemas convencionais para habitação de interesse social”, o evento contou com a exposição do engenheiro civil e professor titular da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo, Orestes Marraccini Gonçalves. Ele apresentou quatro documentos que foram desenvolvidos para facilitar e organizar as especificações de desempenho na tipologia de habitações de interesse social: o primeiro estabelece as especificações gerais para os empreendimentos dessa tipologia; o segundo traz orientações para os proponentes; o terceiro contempla orientações para os agentes financeiros focados na avaliação e seleção de projetos; e o quarto documento refere-se ao catálogo de desempenho de subsistemas convencionais. Tais documentos estão disponíveis no portal do PBQP-H.

A segunda exposição da tarde versou sobre o tema “Metodologia de desempenho e NBR 15575 na concepção e desenvolvimento de empreendimentos residenciais”, com a engenheira civil e diretora do Núcleo de Gestão e Inovação – NGI Consultoria e Desenvolvimento, Maria Angélica Covelo. Ela destacou em sua exposição que o foco do desempenho é pensar a edificação em uso. Em linhas gerais apresentou o histórico do conceito de desempenho no Brasil e em outros países, enfatizando que em nosso País ainda estamos muito atrasados em relação à visão de desempenho no mundo, faltando formação específica nas universidades brasileiras. Para Maria Angélica Covelo, “desempenho não se resume à Norma de Desempenho, é muito mais que isso, é uma nova forma de conceber, desenvolver, executar e comercializar empreendimentos”.

“Contribuição para aquisição de materiais com foco no desempenho” foi o último tema tratado no XIII Módulo da Oficina da Norma de Desempenho pela engenheira civil, professora da PUC Goiás e diretora da Central de Desempenho, Tatiana Jucá. Ela usou como parâmetro para sua exposição o Código de Defesa do Consumidor, que estabelece responsabilidade, independente de culpa, em reparar danos causados ao usuário pelo fabricante, construtor ou importador. Para que a empresa possa provar inexistência de defeito em caso de reclamação, é preciso conhecer os requisitos normativos e atendê-los. A professora finalizou informando que a aquisição de materiais depende de uma série de variáveis, entre as quais: especificações técnicas em projeto, qualidade do produto – controle de produção, existência de norma técnica para o produto, análise se o produto possui certificação compulsória ou não, avaliação de conformidade e, por fim, a postura de quem compra.

Ao final das exposições do segundo painel do XIII Módulo da Oficina da Norma de Desempenho, formou-se mesa de debate que foi mediada pela engenheira civil e professora da UFG, Helena Carasek; tendo como debatedor o engenheiro civil, professor da PUC Goiás e diretor da AF Qualitá Consultoria e Treinamento, Fausto Carraro; com participação dos expositores Orestes Marraccini Gonçalves, Maria Angélica Covelo e Tatiana Jucá, além do representante da ABCP Centro-Oeste e coordenador regional da Comunidade da Construção de Goiânia, Waldir Belisário; e do coordenador técnico da Comunidade da Construção de Goiânia, Oswaldo Cascudo.

OficinaNormaDesenpenho debate 03

Apoiadores da XIII Oficina da Norma de Desempenho

Este evento foi promovido pelo Sinduscon-GO e pela Associação Brasileira de Cimento Portland (ABCP), com a organização da Comunidade da Construção de Goiânia e coordenação técnica da Universidade Federal de Goiás, e foi possível graças ao patrocínio da Caixa Econômica Federal e da Brasil Minérios; apoio institucional da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) e do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai); e apoio técnico da AF Qualitá Consultoria e Treinamento, Ana Cristina Rodovalho Perícias de Engenharia, Carlos Campos Consultoria e Construções, Conselho de Arquitetura e Urbanismo de Goiás, CBR Arquitetura, Central de Desempenho, CMO – Construtora Moreira Ortence, Dinâmica Engenharia, EBM Desenvolvimento Imobiliário, Errevê Engenharia, Hidrante Consultoria e Projetos, Instituto do Ambiente Construído, Lins Galvão e Arquitetos Associados, MAC Consultoria e Engenharia, Norden Arquitetura, Pontifícia Universidade Católica de Goiás, Sabbatini Interiores e Síntese Acústica Arquitetônica.

Pin It

Cadastre seu e-mail

Saiba das novidades em primeira mão.
Cadastre-se em nosso portal.