Projeto implementado por construtora goiana visa zerar acidentes durante trabalhos em altura

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Idealizado há mais de cinco anos, projeto EPC Prático, que usa telas de metal
em torno da obra, visa evitar acidentes por falha humana.
Implementado desde 2015 no QS Marista, projeto já mostra eficácia

De acordo com o Anuário Estatístico do Ministério da Previdência Social, em 2010 foram 54.664 ocorrências de acidente de trabalho na construção civil, dos quais 36.379 se enquadram como “acidentes típicos”, como as quedas em altura. Essa é a causa mais comum de lesões e mortes, depois dos acidentes em trabalhos de escavação e movimentação de cargas. Nesse sentido, uma empresa da construção civil tem adotado medidas práticas de proteção coletiva para prevenir ocorrências desse tipo.

O exemplo é da Queiroz Silveira Construtora e Incorporadora, que desenvolveu um equipamento de proteção coletiva prático. São telas de metal fixadas a oito centímetros da periferia, o que torna quase impossível a queda de objetos e pessoas. Além disso, ela não precisa ser retirada enquanto operários realizam procedimentos como levantamento de alvenaria, por exemplo.

De acordo com o técnico de segurança do trabalho Daniel Sousa, de quem há cinco anos partiu a ideia de desenvolver projetos voltados para o risco de queda, esse é um dos quatro projetos voltados para esse fim que serão implantados na empresa. As telas são resistentes, atendem aos requisitos de teste exigidos pelas Normas Regulamentadoras (NRs) e Normas Brasileiras Regulamentadoras (NBRs) relacionadas, e são eficientes por estarem presentes em diversas fases da obra sem comprometer ou expor a vida de pessoas. “É um equipamento que acompanha a velocidade da obra em razão da facilidade de instalação. Elimina o risco de queda, funciona independente da falha humana. Além disso, é um recurso prático, pois elimina desperdício e acúmulo de materiais. A vida útil do produto é longa e pode ser reaproveitado em outras obras”, conta Daniel Sousa.

Resultados

A construção civil lidera o ranking de acidentes de trabalho com mortes no país. No mundo inteiro, trabalhadores do segmento têm três vezes mais probabilidades de sofrer acidentes mortais e duas vezes mais de sofrer ferimentos, ocorridos, na maior parte das vezes, por falha humana. De acordo com o diretor da empresa, Rogério Queiroz Silveira, o intuito é eliminar as chances de ocorrência dessas falhas, que, em grande parte das vezes, infelizmente resultam em acidentes. “A estrutura garante que o indivíduo não caia do prédio ou que equipamentos maiores sejam arremessados por descuido ou acidente”, explica.

O projeto foi implementado na obra do QS Marista, em julho de 2015, onde desde então nenhum acidente por queda de objetos ou de pessoas foi registrado. Em 2016, o projeto concorreu ao Prêmio Sinduscon-GO de Boas Práticas, na categoria Segurança no Trabalho. A tela ainda é uma aliada para os demais itens de segurança, como a bandeja principal, as telas de segurança, linha de vida e o Sistema Limitador de Queda em Altura (SLQA). O técnico Daniel Sousa lembra que, além das telas, os funcionários do pátio de obras utilizam todos os mais de 50 equipamentos exigidos por lei durante o trabalho.

Com o projeto, ressalta Rogério, é possível propiciar mais segurança e mais economia de recursos, uma vez que o material é reutilizável. “Caso você tenha uma manutenção a cada troca de obra, esse material pode ser reutilizado em até cinco obras. É uma questão de zelo, tendo isso, conseguimos um aproveitamento muito grande em ambos os aspectos: segurança e sustentabilidade”, afirma. (Fonte: Comunicação Sem Fronteiras)

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