A participação dos jovens nas entidades de classe

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Antes de 2013, muitos artigos de opinião destacavam o enfraquecimento dos movimentos jovens ao longo dos anos, caracterizando a geração como alheia aos acontecimentos de maior relevância e contrapondo-a com a geração dos Caras Pintadas, que surgiram do movimento estudantil brasileiro e desempenharam papel importante na história do país quando saíram às ruas para pedir o impeachment do então presidente Fernando Collor.

Os acontecimentos recentes do país, somados também ao ressurgimento das filiações sindicais juvenis são mais um indício de que o jovem está voltando a exercer o seu papel e não quer ser alheio às irregularidades que acontecem no setor em que trabalha e no país em que vive.

O Sinduscon Jovem iniciou-se com o intuito de atrair o jovem para mais perto das ações sindicais para que passássemos a participar da criação do ambiente no qual já estamos atuando. Por muitas vezes, a trajetória comum para o início da participação dos integrantes de um sindicato se dá com o surgimento de um problema individual que precisa de uma solução conjunta. Nos últimos três anos o Sinduscon Jovem tem tentado mudar isso, colocando os jovens para acompanhar e emitir opiniões para o desenvolvimento do setor do qual eles serão protagonistas.

Planejar a sucessão de líderes de uma empresa, de um segmento, de um país, é de extrema relevância e não há melhor forma de fazê-lo do que permitir que os jovens tenham lugar e voz em espaços nos quais a discussões se direcionam para o futuro que os esperam.

Dessa maneira, poder contar com diretores mais experientes contribui na construção de perfis profissionais que atuarão coletivamente buscando desde o início de suas carreiras melhorias para o setor e não somente para si. Além disso, cria-se também um ambiente aberto a inovações, com pontos de vistas que fogem do que é senso comum ou tradicional, possibilitando novas formas de atuação.

Nessa perspectiva, movimentos jovens sindicais, como Sinduscon Jovem de Goiás, Maranhão, São Paulo e Minas Gerais, chamaram a atenção da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) que por meio do seu atual presidente, José Carlos Martins, formatou um projeto de Desenvolvimento de Jovens Líderes a nível nacional, com o objetivo de preparar novos representantes que darão continuidade às atividades das entidades de classe, que possuem importante papel de dialogar e defender os interesses e direitos de seus respectivos segmentos.

O associativismo é importante instrumento de gestão e de fortalecimento de uma classe. O Sinduscon Jovem compreendendo a relevância de uma organização sindical já se prepara, desde então, para ser agente das transformações necessárias, em gestão e novas tecnologias, que beneficiarão o setor e seus stakeholders.

RAPHAEL NASSER ROCHA,
presidente do Sinduscon Jovem Goiás

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